Alexandre Oliveira
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Redesign & Design System

Redesenhei o portal e o funil de captação de uma empresa de saúde corporativa, sobre um design system documentado para o handoff.

Papel

Lead Product Designer

Ano

2023

Foco

Design System · UX Research · B2B Growth

CONTEXT

Uma presença digital montada aos pedaços

O cliente é uma empresa de saúde corporativa: vende para o RH de outras empresas, em cinco linhas de serviço cheias de vocabulário regulatório e clínico.

A presença digital tinha sido construída em camadas. Cada ponto de contato foi feito em um momento diferente, sem padrão visual entre eles nem biblioteca de componentes para reaproveitar.

Os formulários pediam os mesmos campos para todo mundo, independentemente do serviço procurado ou do porte da empresa. O abandono no preenchimento era alto e quem saía da página seguia sem saber direito o que era oferecido.

Redesign & Design System
Redesign & Design System

PROBLEM

Pediram um redesign; o produto não se explicava

O briefing pedia o redesign das páginas de contato, das landing pages de materiais ricos e do portal institucional.

A pesquisa mostrou onde estava o gargalo: o produto não se explicava. A linguagem era burocrática, herdada de contrato e de norma técnica, e exigia que o visitante já dominasse o vocabulário do setor para entender o que estava sendo vendido.

O layout somava ao problema. Cada página tinha composição e hierarquia próprias, todas defasadas em relação ao que a marca já era, e o conjunto não parecia da mesma empresa. Isso não é questão de gosto: sem padrão, o leitor recomeça o entendimento a cada página em vez de acumular.

STRATEGY

Estruturar o argumento antes da interface

As cinco linhas de serviço estavam apresentadas como cinco produtos avulsos. Reordenei na sequência do ciclo de saúde de uma empresa: prevenção, afastamento, ambulatório, assistencial, saúde mental. O conjunto passa a ser lido como um ciclo, e não como um catálogo.

A home foi escrita para duas pessoas: primeiro o benefício de quem usa o serviço, o funcionário; depois o de quem assina o contrato, o gestor. Em saúde corporativa não são a mesma pessoa.

E o visual virou regra, não tela: cada cor com um papel, uma delas reservada só para a ação. A biblioteca de componentes veio antes de qualquer tela final.

Board do card sorting: a tela de boas-vindas com as instruções da atividade, ao lado o conjunto de cartões embaralhados com os serviços da empresa e, abaixo, o mesmo conjunto já agrupado nas sete categorias propostas: saúde ocupacional, gestão de afastados e absenteísmo, terceirização e gestão ambulatorial, saúde assistencial, saúde mental, institucional e otimize o seu RH
Mapa do site que saiu da categorização: a home no topo, cinco seções de primeiro nível — sobre nós, nossas soluções, resultados e cases, blog e vagas — e, sob nossas soluções, as cinco linhas de serviço abertas nos seus itens, de PCMSO, PGR e CIPA em saúde ocupacional a mapeamento de riscos psicossociais e linha de cuidado em saúde mental

SOLUTION

Um formulário que qualifica em vez de só coletar

O contato principal virou um modal com duas etapas na mesma tela: identificação primeiro, com nome, e-mail e empresa; qualificação depois. Três perguntas fazem esse trabalho: faixa de funcionários, assunto de interesse entre as linhas de serviço e praça. O campo de e-mail só aceita domínio corporativo.

Com isso o lead chega ao comercial já roteado: a faixa indica o porte da conta, o assunto define qual time atende, a praça diz se existe operação na cidade.

Cada peça disso saiu da mesma biblioteca: os campos, os estados de erro, as telas de sucesso e o opt-in de cookies, todos mapeados em tokens e documentados no Figma com comportamento, responsividade e acessibilidade.

Modal do formulário de contato aberto sobre a home em tablet, anotado com as decisões por trás dele: a interface modal isola o foco e reduz a carga cognitiva no preenchimento, a arquitetura divide a mesma tela em duas etapas lógicas: identificação com nome, e-mail e empresa, e segmentação do perfil de compra por serviço de interesse e por porte da empresa. O resultado é um componente modular e responsivo tanto para a conversão quanto para a implementação da engenharia

MY ROLE

Do discovery ao handoff, end to end

Fui o único designer no projeto. Conduzi o benchmarking, as entrevistas e a análise, defini a arquitetura de informação, montei o design system, prototipei em alta fidelidade e escrevi a documentação: todo o ciclo de product design.

A engenharia assumiu a partir do handoff, encarregada do código e da implementação das telas em produção.

Tela “Muito mais saúde para o seu time” no celular, com a foto de uma profissional e quatro cards de benefício sobre ela: jornada integrada de saúde, melhores desfechos clínicos, equipe médica de alta qualidade e agilidade no atendimento
Seção escura no celular com a chamada “A gente cuida de toda a saúde para você levar a sua empresa além!” e a lista de ganhos para a empresa: obrigatoriedades legais em dia, menos afastamentos e absenteísmo, mais eficiência na gestão de ambulatórios e terceirizados e mais saúde física e mental para o colaborador
Tela de confirmação no celular depois do envio do formulário: ícone verde de sucesso, o título “Obrigado pelo seu interesse!”, o aviso de que o material foi enviado por e-mail, o link para o blog e o botão “Voltar para home”

IMPACT

A oferta ficou legível e o lead chega segmentado

A oferta parou de exigir vocabulário do setor para ser entendida, e o contato deixou de ser um formulário único e rígido. Do lado de dentro, o comercial deixou de receber uma fila indistinta.

No primeiro mês no ar, o Analytics mostrava mais leads chegando pelo formulário e tempo de permanência maior nas páginas do que na versão anterior.

O handoff também correu direto: cada tela era uma página documentada, e o time implementou a partir da especificação, sem reinterpretar a interface pelo caminho.

Trecho da home do cliente em desktop: o carrossel de resultados sobre fundo verde, com 1,6% de menor absenteísmo de mercado na gestão de ambulatórios e terceirização, 3,3% de menor turnover e 89 de NPS de satisfação dos clientes, seguido da seção “Muito mais saúde para o seu time” com os cards de benefício e o menu fixo no topo

OUTCOME

O que perguntar vem antes de como parece

O que ficou desse trabalho tem menos a ver com as telas e mais com o formato da entrega: um sistema documentado tira a interpretação do caminho, e o desenho chega pronto para ser construído.

Redesenhar as páginas como foi pedido teria custado o mesmo esforço e devolvido o mesmo produto ilegível, mais bonito. O que mudou o resultado foi mexer no que a página dizia e na ordem em que dizia, antes de decidir como ela ia parecer.